O excesso do dia
Da noite é o remorso:
Presente é passado
Que morde de novo.

O escuro que vem
Já chega assustando:
Fisgadas, dormências,
Estalos e manchas.

O dia ainda ri,
Embora cigarras
Já cantem felizes
O hino do ocaso.

Porém piedosa
É a noite, que aplaca
Os gritos doídos
Com véu delicado.