Mar Aberto
O vento que persegue o meu barquinho
Empurra-o para a praia com paciência.
A areia se aproxima da visão,
Também as árvores de intenso verde.
Mas a praia eu não quero, eu quero o mar.
Eu quero ver o oceano sem ninguém
No raio de quilômetros uns mil.
Céu acima, abaixo água e nada mais.
É difícil com o vento conversar,
Pois ele tem mais fôlego que eu.
Argumentos melhores eu cá tenho,
Porém mais forte é a sua insistência obtusa.
Ainda vou cansar e vou largar
Os remos que meu ajudam dia e noite;
Quando o barco encostar na areia branca,
Quem sabe pare de soprar o vento.