Mensagem
Das alturas me chamam celestes
Hipnagógicos anjos etéreos,
Que me alertam daquilo que vem
Para o mundo abalar já sem brilho.
Com seu sopro admirável, ligeiro
A mensagem me passam serenos,
Mas só me olham nos olhos depois
Quando alados já voam embora.
Perturbado meu peito reclama
E cultiva sem fim desespero.
Por que a mim tal tarefa impossível?
Como andar por caminho tão rude?
Agonia tamanha me inflama,
Que a mensagem esqueço importante.
O meu rumo ora sigo perdido;
Guardo a língua vazia na boca.